“Carta aberta a comunidade educativa”
julho 21, 2008
Essa carta é produto dos debates feitos pelos alunos participantes do congresso. Mostra o que pensamos dentre outras coisas, sobre a tal sociedade do conhecimento.
1º Congresso Nacional Marista de Educandos
Carta Aberta à Comunidade Educativa
Entre os dias 15 e 18 de julho de 2008, nós, 63 Educandos Maristas de todo o Brasil, nos reunimos em Porto Alegre para participar do 1º Congresso de Nacional de Educandos Maristas, que ocorreu simultaneamente ao 3º Congresso Nacional Marista de Educação.
Discutimos, principalmente o tema que nos foi proposto: “O Oficio do Educando na Sociedade do Conhecimento”, ou seja, o papel do estudante em uma sociedade em que a informação é abundante e está se tornando cada vez mais acessível. Chegamos a diversos questionamentos sobre a relação entre nós, estudantes, e toda a comunidade educativa. O Oficio do Educando nos remete às seguintes perguntas: o que nós, jovens, pensamos? O que queremos? O que fazemos? E o que deve ser feito?
Agora, iremos falar pra valer! Os alunos, em sua maioria, estão cada vez mais alienados. É evidente que os jovens estão abarrotados por diversas informações, muitas vezes, inúteis, decoradas, e que inibem a construção do verdadeiro conhecimento. Muitos eles, também, não exercem o protagonismo em sua própria vida, pois não acreditam na sociedade, nem têm perspectivas de mudá-la, tornando-se membros passivos do meio em que vivem.
Por isso, o professor deve entrar em cena, para ajudar o estudante no desenvolvimento do seu senso crítico e na sua formação ideológica, até porque é na escola que uma pessoa tem a primeira noção do termo sociedade. Deve também incentivá-lo a ter vontade de estudar, utilizando uma metodologia atraente e que envolva as realidades juvenis, ou seja, algo inovador.
Os educadores, também, têm de se adaptar às mudanças sociais do mundo, já que nós, jovens, estamos sempre antenados às novidades, ou seja, usando esses novos artifícios anexados aos seus métodos de ensino. Assim, o estudante perceberia o ensino inserido no tempo e no espaço em que vive.
Muitos educadores não vêm desempenhando esse papel. Um dos motivos é a educação centrada no vestibular, que tem sido uma imposição da sociedade, sendo este o assunto mais visado e cobrado dos alunos nas aulas.
Quando o professor coloca o vestibular em primeiro plano, ele se esquece de trabalhar valores, discuti-los, o que se torna uma das principais barreiras na busca do conhecimento e da formação do cidadão na sua integralidade.
Nós, jovens, temos o dever de respeitar o professor e os funcionários do colégio, devemos lutar pelo direito ao conhecimento e à educação de qualidade, sempre prezando pela democracia dentro da sala de aula, transformando positivamente o meio que em que vivemos, utilizando nossos conhecimentos em prol do bem geral da comunidade.
Cabe à escola, também, formar o aluno integralmente, ou seja, dar condições ao aluno para que ele possa se desenvolver em termos pessoais, sociais, políticos, culturais, esportivos, solidários, já que se sabe que, nos dias de hoje, um profissional que tenha flexibilidade para atuar em diversas áreas e que seja capaz de convívio sadio em grupo, amplia seus horizontes e rompe barreiras.
E, com esse espírito de mudança, terminamos nossa carta citando o nosso mestre Gonzaguinha, pois “vamos à luta e acreditamos na rapaziada”. Essas sábias palavras resumem a força da juventude no mundo e mantêm as esperanças em nós. Lutemos, então, pois queremos, podemos e devemos, juntos, professores e alunos, por uma sociedade mais justa e uma escola mais ativa.
Porto Alegre, 18 de julho de 2008
Esta carta ajudará muitas escolas a entenderem o que realmente queremos e sonhamos! Espero que dê certo nossa proposta!
Tomara que haja um Pos-Congresso!
Parabéns, pessoal, por este documento! Para mim, a apresentação deste foi o ponto alto do encerramento do Congresso. Torço muito para que vocês continuem com essa lucidez e esse idealismo – e que os coloquem em prática no decorrer da vida. Deixem isso sempre muito vivo dentro de vocês!
Abraços,
Jaciara Carneiro
PMBCS – Setor de Comunicação e Imagem Institucional
Curitiba
Confesso que ver tantos e tantas jovens deste imenso Brasil Marista – mostrando a sua voz, dizendo as suas idéias e revelando seus sonhos me encheu de alegria e emoção!Isso confirma o que penso, como assessora da PJM, como coordenadora pedagógica e como amiga da juventude – que o/a jovem tem sim muito a dizer,não aos gritos – mas as falas vindas do coração, através da arte, da música, da dança, do grafite, da internet, da denuncia, do testemunho, do trabalho, do lazer – as falas vindas do mundo e da cultura juvenil. Que nós, educadores – não fiquemos surdos a esses dizeres.
“Vem, vamos embora (…) Quem sabe faz a hora – não espera acontecer!”
Um abraço a todos aqueles que estiveram no congresso e aqueles que não estiveram lá, mas que de que alguma se fizeram ouvidos. Um abraço também a todos os educadores que passarem por aqui…
Até.
Leia Almeida,
Assessora da PJM e coordenadora pedagógica Colégio Marista São Luís – Santa Cruz do Sul.RS
Agora, que cada aluno em sua comunidade-escola-obra social insista, freneticamente, para que esta carta seja divulgada. Vamos atrás, não deixar ela ser esquecida e sim muito lembrada, lida, relida, etc. Um compromisso para cada um hoje, será, certamente, um orgulho por ver as mudanças de amanhã!
Foi muito significativo as diferentes manifestações que o grupo deixou nesse congresso. Além de registrar os parabéns pela construção feita nesse processo, quero me juntar ao desafio de construir novas relações entre educadores e estudantes. Todos temos muito a aprender! Sonho com escolas mais alegres e mais criativas. Menos violenta e mais pró-ativa! Há caminhos, precisamos nos colocar como caminhantes.
Abraços
Janete C. Santos
Bom pesoal meu nome é Anália estudo no Colégio Marista de Palmas no Tocantins, sou coordenadora dos grupos de PJM e fui convidada a participar do 1º Congresso de Educandos Maristas.Foi uma surpresa muito grande pra mim mas aproveitei essa oportunidade da melhor forma possível.
No congresso foi descutido basicamente a função do educando na sociedade do conhecimento. Durante as discussões, relatamos a situação da educação brasileira, num geral, ao nosso ponto de vista de educandos, sugerimos soluções para os problemas e apontamos os “culpados” desses, que são tadas as pessoas envolvidas com a escola, desde direção até os pais dos alunos.
A surpresa maior ainda foi ter visto a emoção e o orgulho nos aplausos(de pé) de 2.500 educadores maristas (presentes no auditório da PUCRS) após a nossa apresentação, que foi muito bem planejada em uma semana de trabalho árduo.
Lágrimas corriam nos olhos dos 63 educandos ao cantarmos com todas as nossas forças que somos maristas de coração.